27 fevereiro, 2011

ORIGEM DA VIDA NA TERRA



         Conforme prometido, falarei neste artigo sobre a origem da vida na Terra e como viviam e evoluíam os homens primitivos.
         Segundo estudos científicos, os primeiros seres vivos apareceram na Terra há cerca de 3,5 bilhões de anos. Eram eles os Procariontes, organismos do Reino das Moneras. Surgem depois os Protozoários. Daí em diante, transcorrem-se mais 3,5 bilhões até surgir o primeiro homem (que não é Adão, caso você tenha pensado nele).

 A Ciência vem ao longo do tempo, criando postulados que expliquem a origem do homem. Os materialistas acreditam que o homem descende do macaco. E o macaco? Descende de quem? Isso não resolve o problema! As tradições religiosas afirmam que Deus criou Adão do barro e que de sua costela fez Eva. Diz a Gênese, de Allan Kardec:

Independentemente dos fatos geológicos, a prova da existência do homem sobre a Terra antes da época fixada pela Gênese é tirada da população do Globo.
Sem falar da cronologia chinesa, que remonta, segundo se diz, a trinta mil anos, documentos mais autênticos atestam que o Egito, a Índia e outros países eram povoados e florescentes, pelo menos três mil anos antes da era cristã; mil anos, portanto, depois da criação do primeiro homem, segundo a cronologia bíblica. Documentos e observações recentes não deixam nenhuma dúvida hoje sobre as correlações existentes entre a América e os antigos Egípcios; de onde é forçoso concluir que essas regiões já eram povoadas em tal época. Seria pois necessário admitir-se que em mil anos a posteridade de um só homem tivesse podido cobrir a maior parte da Terra; ora, uma tal fecundidade seria contrária a todas as leis antropológicas.
A impossibilidade torna-se ainda mais evidente, se admitirmos com a Gênese, que o dilúvio destruiu todo o gênero humano, exceto Noé e sua família, a qual não era numerosa, no ano de 1656 do mundo, ou seja, 2348 anos antes da era cristã. Em realidade, pois, daquele patriarca é que dataria o povoamento do globo; ora, quando os hebreus se estabeleceram no Egito, 612 anos depois do dilúvio, já o Egito era um poderoso império que teria sido povoado, sem falar de outras regiões, pelo menos há seis séculos, pelos próprios descendentes de Noé – o que não é admissível.
De passagem, observemos que os egípcios acolheram os hebreus como estrangeiros; seria de admirar que eles tivessem perdido a recordação de uma comunidade de origem tão próxima, quando conservaram religiosamente os monumentos de sua história.
Uma lógica rigorosa, corroborada pelos fatos, demonstra, pois, de maneira mais peremptória que o homem está sobre a Terra desde um tempo indeterminado, bem anterior à época indicada pelo Gênesis. Há, da mesma forma, uma diversidade de origens primitivas; pois, demonstrar a impossibilidade de uma proposição, é demonstrar a possibilidade contrária. Se a geologia descobrir traços autênticos da presença do homem antes do grande período diluviano, a demonstração será ainda mais absoluta. (cap. XI, itens 41 e 42)

         O que os cientistas e materialistas não entendem é que não chegarão a lugar algum enquanto não admitirem a existência de uma Consciência, uma Inteligência Suprema, a quem chamamos Deus. E enquanto não admitirem que a “energia” que anima o corpo atende pelo nome de Espírito, e que esse espírito é imortal, já existia antes de se abrigar no corpo rudimentar do primeiro homem da Terra.
         É claro que o homem não foi colocado prontinho aqui na Terra, afinal, estamos falando de Evolução. Com certeza estagiamos nas mais variadas formas desde as mais simples até a mais sofisticada que nos tornamos hoje.
         Não encontrei em minha pesquisa uma descrição desse processo, mas sabemos que um grupo de Espíritos Superiores, coordenados pelo nosso Governador Divino Jesus, organizou tudo, tendo em vista a evolução e o progresso do então jovem planeta Terra. E muito fariam para contribuir com esse processo, como veremos no transcorrer de nossos encontros.
Léon Denis, na introdução de O Livro dos Espíritos define poética e filosoficamente a evolução do homem com a seguinte frase:

“A alma dorme na pedra, sonha no vegetal e acorda no homem.”

No item 540 do livro acima citado, encontramos a seguinte definição:

“É assim que tudo serve, tudo se encadeia na Natureza, desde o átomo primitivo até o arcanjo, pois ele mesmo começou pelo átomo. Admirável lei de harmonia, de que vosso espírito limitado ainda não pode abranger no conjunto.”

Voltando ao tema, sabemos que os primeiros homens eram bárbaros, tinham o corpo peludo (à semelhança do macaco) e sua estrutura óssea não estava definida. Sua aparência assustaria o homem moderno (como se já não tivéssemos estagiado num corpo assim...). E seus hábitos também, afinal, até mesmo a antropofagia era natural. Por questão de sobrevivência, viviam em bandos. Talvez essa tenha sido a primeira noção de sociedade que conhecemos. Porém, não havia sentimentos, nem razão, nem consciência. Apenas a animalidade, o instinto de sobrevivência e a necessidade de perpetuação da espécie.
         Cumprindo a promessa de não nos aprofundarmos demais, vamos “pular” várias fases da evolução do homem pré-histórico, reiterando somente que, durante esse período que “pulamos”, o homem jamais deixou de evoluir, passando aos poucos para uma vida menos instintiva e mais inteligente, reflexiva e racional. E à medida que conquistava isso, seu corpo físico ia também mudando, tornando-se menos embrutecido.
         Duas fases evolutivas do homem – que precedem o homem moderno – das quais não podemos deixar de falar são os Neandertais e os Cro-Magnons.
Vamos a elas...


 NEANDERTAIS

É muito importante falar dos Neandertais porque é nessa fase que o homem adquire uma de suas maiores conquistas evolutivas: A RAZÃO. Aqui, o homem primitivo se aproxima consideravelmente do homem atual, aprimorando-se física e intelectualmente de maneira salutar, embora seja ainda muito rudimentar. Eles já acendem o fogo e fabricam ferramentas para sua sobrevivência. Usam fogo e pedras para moldar lanças, que amarram em pontas de madeira. Já cozinham os alimentos e escolhem o que vão comer. Também já desenvolvem noções de afetividade, amam e protegem suas famílias.
Fisicamente, embora bem estruturados, são ainda pequenos, medindo cerca de 1,60. E os que vivem mais chegam no máximo aos 40 anos. É que ainda não sabem se proteger das doenças e os combates corpo a corpo com os animais os ferem às vezes gravemente. Isso acontece devido à necessidade de chegar bem perto dos animais para abatê-los com as lanças.
Um fato curioso no homem Neandertal é que provavelmente eles já tinham uma ideia, mesmo rudimentar, da existência de um Ser Superior. Tinham adoração pelos fenômenos da natureza, já enterravam seus mortos (com direito a rituais e flores) e já faziam oferendas, inquestionavelmente para apaziguar a fúria do deus sol e da deusa chuva, entre outros. Ainda não existia a gratidão, somente o temor. Eram os primeiros passos da civilização, já criando seus dogmas e suas crenças, que nos acompanhariam até os dias atuais.

            CRO-MAGNONS

Pronuncia-se Cromanhon e é, sem dúvida, o período mais importante do homem primitivo em nosso estudo.
Na medida em que o Cro-Magnon aparece, a Neandertal desaparece. Historiadores e cientistas hipoteticamente falam de uma luta entre as duas raças, das quais o Cro-Magnon saiu vitorioso. Isso seria possível, considerando-se que aqui o homem adquiriu outra grande conquista: A INTELIGÊNCIA. Mas de onde surgiu o Cro-Magnon? Do nada? Prefiro imaginar que num processo natural de evolução, o Neandertal aprimorou-se tornando-se aos poucos um Cro-Magnon, mas isso é minha opinião.
Nessa fase evolutiva, o homem adquiriu a inteligência que o tornava diferente. Seu porte físico tornara-se melhorado e sua estatura elevou-se consideravelmente. Seu tempo de vida aumentou para aproximadamente 50 anos, visto que aprimoraram suas técnicas de caça e aprenderam a manipular ervas, com as quais faziam remédios.
Porém, como bom ancestral do homem moderno, o Cro-Magnon também utilizava sua inteligência para lutar e dominar os mais fracos pela força. Nessa fase, aperfeiçoaram também seus rituais “religiosos”. Estreitaram seus vínculos afetivos, suas noções de família e sociedade elevaram-se. Começaram a usar objetos para produzir artefatos de decoração para o corpo. Surge a vaidade. Têm início as artes, com figuras moldadas em pedras, entre outros tipos de expressão.

O homem da Terra alcança, então, o momento que a Equipe de Espíritos Superiores aguardava para o início de uma nova fase evolutiva na Terra.
São chegados os tempos dos Anjos Decaídos. É a evolução seguindo seu caminho.
E quando falamos em Anjos Decaídos, já adentramos no tema de nosso próximo encontro. Quem são esses anjos citados nos textos sagrados? E quem é Adão, o suposto primeiro homem da Terra? Falaremos sobre nossos irmãos capelinos, particularmente um dos temas da história que mais gosto. Espero contagiá-los.
Até breve!



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QUER SABER MAIS?

Ø  Colônia Capella – A outra face de Adão
Pedro de Campos/Yehoshua Ben Nun
Ø  Os Exilados da Capela
Edgard Armond
Ø  Evolução em Dois Mundos
Chico Xavier/André Luiz
Ø  A Gênese
Allan Kardec

2 comentários:

Igor Mattheus. disse...

Estou ancioso pela proxima postagem :D

Oriete disse...

parabéns pelo site.... adorei... ano que vem estaremos (minha turma de estudos e eu)estudando a saga dos capelinos... obrigada por estarem aqui. abraços,
Oriete

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